Quarta-feira, Junho 23, 2004 :::
Alexandre Gazé Filho - Ponte Rio-Niterói / 2004
[des]Ilusões
Inspirado pela amiga que no anterior falou muito das ilusões que criamos e pelo amigo Sérgio Fonseca, que em seu blog (Link ao lado "Papel de Pão") conta o que ouve pelas "Travessas" da vida, sobre a realidade ser fictícia, sendo um moderado fã de Matrix, penso ser, a desilusão, mais uma das grandes partículas que nos fazem dar conta do quanto somos dependentes do sofrimento para crescer.
Acredito no crescimento interior de duas formas: amor ou dor. Pelo amor se dá na infância e parte da adolescência, onde rodeados pelo carinho da família nos vemos protegidos. Até o dia em que o "coleguinha" da sala de aula te chama de gordo, magro, narigudo, esquisito, "fora da moda" ou da "onda" do momento.Você não faz parte de grupinhos então se torna estranho. Se está no alternativo é maconheiro, transgressor ou tem problemas mentais. Só existe um caminho, o dele. Aí se divide o aprendizado e você começa a crescer pela dor. A superação diária de obstáculos que a vida joga na sua frente e parece dizer: "Vai que essa bola é oval, você vai ter de transformá-la em um redondo perfeito".
E num futuro muito próximo, geralmente o dia seguinte, aparece outra batalha para ser vencida. A guerra só termina quando você está entre seis lados bem cortados em madeira, com apenas cinco centímetros de espaço para seu corpo se ajeitar. Isso neste plano, em outros quantas batalhas ainda teremos de travar, desta vez com o que aprendemos nessa passagem.
Então acredito mesmo que nós criamos certos obstáculos levando o problema à um grau que não deveria existir. Porém temos outra batalha que nós mesmos criamos, por não sermos capazes de controlar certa diferença que nutrimos dentro do elo mente e coração. Isso geralmente acontece quando sabemos que não devemos nos apaixonar por uma pessoa e não conseguimos deixar o desejo e admiração, além de outros sentimentos mais profundos entrarem dentro do órgão mais complicado do corpo humano, diferente do que dizem os cientistas a respeito do cérebro. Você fica com dor de cabeça por causa do stress, cansaço, fadiga, etc. Mas quem explica a sensação de vazio do lado esquerdo do peito quando você é desconsoladamente contrariado pelo amor? De onde vem esse sentimento maluco de desejo, criado por uma imaginação, quando você não teve nem a chance de provar o que idealiza ser um par perfeito?
Muito bem, resta mesmo é esperar o amanhecer de um novo dia, um novo momento e esperança. E entender um pouco mais sobre o comportamento do ser humano enquanto passível de erros, sobretudo consigo.
::: 8:42 PM :::
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Terça-feira, Junho 22, 2004 :::
Infelizmente não tenho tido tempo de atualizar este blog tanto quanto gostaria. Mas voltarei em poucos dias, remodelando o visual e com novos momentos.
Vou ali, volto já.
Mas antes que me esqueça, já notaram que algumas pessoas aparecem em nossas vidas no momento em que você não espera e vez em quando, se tornam mais presentes em seus pensamentos do que você gostaria? Aí vem a desilusão...
::: 9:38 AM :::
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