Quinta-feira, Maio 22, 2003 :::
Alexandre Gazé Filho - Barra da Tijuca - 2002
olhando para trás
Muitas vezes temos a mania de olhar para trás e nos arrepender de nossos erros
algumas outras, não sabemos como deixar o passado de lado para que deixemos o futuro seguir o seu curso normal
faz parte do ser humano por muitas vezes, não saber lidar com o passado
esquecemos que toda experiência que passamos, seja de dor ou felicidade
é parte de um aprendizado, carregamos em nossa pele cicatrizes oriundas das nossas vivências
por vezes nos vemos com mais cicatrizes do que pele, mas isso também é o que podemos chamar de viver
Não tema o futuro, encare-o de frente
sua cruz nunca será maior do que pode carregar
cada um leva em seu caminho, assim como encontra pela frente obstáculos
na medida para cada viver, nada melhor que a provação de um dia atrapalhado
para que possamos mostrar que somos capazes de aprender com o ontem
aplicando o que aprendemos hoje, pois o amanhã é incerto
se ele existir, já será um grande dia, de sol ou chuva
::: 9:08 PM :::
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Terça-feira, Maio 20, 2003 :::
Alexandre Gazé Filho - Cristo 2003
TAL QUAL O ESCRITOR
Imaginem aqui no Rio de Janeiro, a maioria dos repórteres de televisão diariamente se expõe, divulgando notícias muitas vezes não apuradas a fundo por eles. Imaginemos este que vos fala, fosse um repórter de redação, passando as informações para os flashes ao vivo dos bonitinhos e bonitinhas que estão no ápice da televisão maquiada brasileira, ligando e se distorcendo em mil e uma fontes, para que os bonitinhos passem a informação aos espectadores de forma "bombástica" (adj. Estrondoso; altissonante; fig. Extrapolado; extravagante; pretensioso).
Depois de alguns prêmios, teoricamente substitutos de minha falta de afeição à tela, para que o espectador possa desfrutar das notícias pelas mãos dos que foram a fundo ao salão de beleza ou nasceram dotados de porte, me afogando nas notícias violentas que assolam o dia-a-dia carioca, para afagar o ego daqueles que lutam por alguma coisa, reconhecido eu sou.
Não satisfeito pelos medíocres pedaços de papel, certificados ou medalhinhas de reconhecimento que me foram dados e são somente reconhecidos no meio na hora de decidir onde vou sentar à mesa para o jantar, me lanço na aventura de escrever, sem medos ou receios, sobre a questão que tão bem conheço, muito bem relacionado, detalhando todos os princípios, meios e fins que não justificam os modelos de sobrevivência impostos à população - parta essa desculpa de qualquer autoridade, do alto de seu pedestal mandativo.
Mas enfim, o que me importuna tanto se afinal foi apenas um romance, criticando poderes, de qualquer lado da lei, claro que falando de um tema e exemplificando com riqueza de detalhes coisas que vejo, convivo e conheço a fundo? É somente a verdade, uma crítica baseada em fatos, explícitos aos olhos de qualquer um que deseje enxergar um palmo diante do nariz.
Eis que me vejo sendo perseguido pelos poderes, legalmente constituídos ou não, pelas letras impressas e reunidas em um caderninho que chamamos de livro, mas poderia ser uma apostila, o que muda é a forma pela qual é juntada esta papelada. Claro que influenciam a patente dos que partem o dedo acusatório do crime praticado.
Agora me imaginem, aqui no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa adorada por turistas de todo mundo, que chegam inocentes aos perigos da criança, ou não. Mas fato é que gostam de aventuras. Sou forçado a ver minha cabeça a prêmio, fugir e me esconder, com meus próprios recursos pobres e parcos, aí sim impostos por um poder governante ingrato, que privilegia o ar-condicionado e esquece do ventilador de teto usado nas repartições desta cidade tropical.
Quem me dera ser amanhã entrevistado duas vezes em uma noite, em programas largamente assistidos em todo o país, fora da minha terra , falando de uma realidade que não vivo mais, casado com uma bela atriz, com os muitos eteceteras a seguir...
A diferença é só o grau de procurado que me tornei: de um governo democrático - eu disse isso?, ou de traficantes internacionais. Que pobreza.
::: 10:12 PM :::
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Segunda-feira, Maio 19, 2003 :::
Alexandre Gazé Filho - reprodução animal - 2003
Título...
Eu geralmente não costumo dar títulos às minhas fotos e também tenho o hábito de escrever sobre elas ou sobre o que estou sentindo, mas não consigo fazer nenhuma das coisas, alguém poderia falar alguma coisa sobre a foto? Mas o que sinto ao ver a foto? Lembro de uma conhecida que adora tartarugas!
Muito grato heim!
::: 7:16 PM :::
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