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Quinta-feira, Abril 03, 2003 :::


Alexandre Gazé Filho - Quarto - 2003

Não somente por acaso

E não mais que de repente, você se encontra dentro de uma reunião na qual o assunto se destina a pessoas que tem mais ou menos o triplo de experiência e vivência que você. Não por questões de idade, mas sabemos que aos mais velhos é dado o dom de, a cada ano de vida, valer mais que o dobro em questão de experiência, se comparada a jovens como este que aqui vos escreve.

Hoje tive a oportunidade de ouvir um pensamento ou idéia, seja lá como possa descrever a experiência, cuja autoria é de Thiago Sinibaud, que fala sobre a ligação heril, sobre o envolvimento do escravo com o nobre, seu dono ¿ pois é, isso já existia há alguns anos. E abordava o pensamento da possibilidade do escravo prender o seu dono, seu nobre.

Eis que parei a configuração de um micro, peguei a caneta e escrevi o pensamento, mais tarde tive a oportunidade de descobrir o nome de quem falou, tão bem, há anos atrás, o que estamos vivendo hoje.

Lembrem-se que estamos vivendo no meio de uma guerra civil, oficialmente não-declarada, que muitos fazem questão de dizer que estão no controle da situação, porém se esquecem da parcela que sofre com o dia-a-dia da incerteza na volta para casa, no medo constante usando o olhar periférico para atentar sobre os planos maquiavélicos dos bandidos, outorgados ou não, com um diploma de uma academia da guerra, que parece corrompida em toda a estrutura da pirâmide do poder.

Se formos fazer uma comparação ao pensamento de Sinibaud, estamos nós, nobres, aqueles que tem trabalho e são hoje assim considerados titulados, exatamente pela possibilidade da batalha diária do pão de cada dia - coisa que deveria ser comum, subservientes à parcela podre da cidadania, que rouba, mata sem um único motivo, a não ser pelo prazer pueril do poder sobre a vida do indivíduo, rezando ao sair e agradecendo milhares de vezes aos céus por nos permitirem mais um dia de sorte, por chegarmos vivos à proteção de nosso lar.

Mas se pensarmos sob uma outra ótica, que proteção é essa, falsa e inodora, que exala de nossos lares, se ao menos dentro deles estamos protegidos das balas perdidas, que saídas de um filme de ¿Blade Runner ¿ O Caçador de Andróides¿, parece carregar nosso endereço, CIC e RG na ponta metálica de seus cartuchos.

O que nos resta é sonhar com uma geração nova, de uma paz infinita, um verdadeiro Nirvana do poeta que um dia cantou pela paz. E quantos poetas um dia sonharam, cantaram ou escreveram sobre isso. O que seria o Nirvana prometido àqueles que juram pregar pelo bem todos os dias de suas vidas? Pergunto-me do passado, do que certos pensamentos alheios ao meu conhecimento, imaginavam acontecer no diário martírio das manchetes sangrentas, que endeusam as capas de jornais, com bandidos sanguinários e marginais à parte de um desenvolvimento social descontinuado pelas suas ações fétidas e condenáveis, até pelo juiz tão cego quanto o símbolo da justiça deste país.

Então façamos nossa parte, desde hoje, neste momento, apagando as partes miseráveis de nossos desejos de vingança alheia, antes que o nosso desejo de revanche, se vire contra nós.


::: 12:57 AM :::


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Segunda-feira, Março 31, 2003 :::


Alexandre Gazé Filho - Leblon 2002

Na ponta da faca

Tente não levar a vida na ponta da faca
resuma seus problemas
pense em cada um
a sua ação em relação à eles é que vai ajudá-lo a resolvê-los

Bem, estou iniciando uma nova série de comentários,
não sei porque o antigo deu problema
em breve os comentários antigos estarão linkados

Obrigado a cada um de vocês que por aqui passa....

::: 7:12 PM :::


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Domingo, Março 30, 2003 :::


Alexandre Gazé Filho - Parati - 2000

abra as portas

Aprenda a abrir as portas da sua vida para que ela seja mais alegre e feliz
não se magoe por tanto nem por tão pouco
viva mais, coma mais
lute sempre...




::: 12:55 PM :::


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